HIV
Diretor do UNICEF apresenta dados do U-Report na Conferência Mundial de Aids em julho na África do Sul.
Ago. 22, 2016
POR U-REPORT
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Entre os 18 mil participantes do evento, estavam pesquisadores, médicos, gestores públicos e agentes comunitários de saúde, além de jornalistas e líderes mundiais. Os resultados da enquete foram apresentados pelo Diretor Executivo do UNICEF, Anthony Lake.  Ele explicou como o U-Report conecta a juventude com gestores públicos, mostrando para os tomadores de decisão o que acontece nas comunidades em que vivem os jovens. Os resultados da enquete demonstram que os jovens ainda percebem o HIV como uma sentença de morte. Entre os motivos que levam a temer o teste destacam-se o medo do resultado positivo e de contar para a família.

No Brasil, 58% dos respondentes nunca fizeram o teste de HIV.  Caio Oliveira, Oficial da área de HIV do UNICEF acredita que esse medo de fazer o teste deve-se à falta de informação. “É muito melhor para o adolescente saber se ele tem o HIV para já iniciar o tratamento e evitar doenças”.

Para Caio, o número de jovens que conhecem a sua sorologia seria bem maior se o adolescente tivesse acesso fácil à testagem e contasse com o apoio de outros jovens e de profissionais de saúde capacitados e sensibilizados. Foi o que aconteceu nas cidades em que foi implementado o projeto “Viva Melhor Sabendo Jovem”, que leva o teste de triagem (fluido oral) para locais de concentração de jovens. Quem faz a abordagem são outros jovens. Em caso de teste positivo, a pessoa é encaminhada para fazer um teste de diagnóstico comprovatório e iniciar o tratamento. “Em Fortaleza, aumentamos em aproximadamente 212% o número de testagem. Em São Paulo também. A oferta amigável da testagem, seguida da adesão ao tratamento nos casos reagentes tem aumentado muito”.

Caio explica que, desde 2013, o Brasil iniciou a estratégia “testou, tratou”, iniciando o tratamento de quem for reagente para o HIV, independente da carga viral. O País também vem usando 3 medicamentos combinados em uma só pílula, o que facilita o tratamento. “Um início oportuno do tratamento assegura que esse jovem não desenvolva nenhuma doença oportunista. Se souber do seu estado sorológico, como se tratar, onde tem apoio e acolhimento, você vai viver muito melhor”, afirma.

Caio também acredita que 20% das respostas mencionarem o medo da reação da família indica a necessidade de se fazer um trabalho envolvendo pais e parentes de adolescentes para que entendam a importância da prevenção às DST, da testagem e do tratamento. “As doenças sexualmente transmissíveis ainda representam um tabu. Quando há um bom acolhimento o medo diminui, pois a pessoa percebe que é melhor saber o diagnóstico para evitar que ela fique doente, mesmo se o resultado for positivo”.

Os resultados da enquete brasileira sobre o medo de fazer o teste do HIV podem ser vistos neste link: http://brasil.ureport.in/polls/

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