JUV E TRABALHO
A juventude não quer trabalhar? Em setembro o U-Report discutiu o assunto!
2 de Outubro de 2017
POR THAIS SANTOS
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A HISTÓRIA CONTINUA

Quando no começo da década a crise econômica estourou em países da Europa, como Espanha, Grécia e Portugal, o discurso sobre a geração “Ni, Ni” que nem trabalha e nem estuda se popularizou muito! E pouco tempo depois bateu na porta da realidade brasileira o discurso sobre a geração que “nem trabalha e nem estuda”. Motivados por esse discurso a gente do U-Report queria discutir um pouco quem é essa juventude brasileira e se podemos dizer que fazem parte dessa geração “nem, nem”.

Assim, partimos de que os U-Reporters têm em sua maioria (50%) de 13 - 18 anos, depois vêm os 28% de jovens que têm entre 19 - 25 anos. E 52% deles só estudam, frente a 25% que estudam e trabalham. A questão aqui é que apenas 2% dos respondentes disseram não trabalhar e nem estudar, por que é importante levar em consideração que mesmo aqueles que não estudam e nem trabalham podem estar procurando emprego (9%), o que não os colocaria dentro de um discurso que quer ver o jovem como aquele sujeito que “não sabe o que quer”. Pelo contrário, 60% dos U-Reporters gostariam de estar estudando e  trabalhando!

Além disso, os U-Reporters parecem não acreditar que o trabalho é a única resposta para alcançar os sonhos, sendo isso uma verdade parcial para 55% deles e apenas 7% acreditam que o trabalho não é fundamental para a realização de sonhos. Ao que parece eles estão sinalizando a importância do trabalho e estudo em sua vidas, como dimensão central, mas não única, para a formação como um indivíduo pleno em nossa sociedade.

A socióloga e pesquisadora da área de juventude, Regina Novais, costuma dizer que o que marca essa geração são alguns medos: de morrer, de se desconectar e de sobrar! E acrescenta que para superar esses medos é necessário políticas públicas que não vejam o jovem nem como problema, nem como solução do futuro; mas como sujeitos de direitos que convivem a partir de diversas experiências socioculturais, étnicas, de gênero, entre outros marcadores que distinguem as juventudes brasileiras. Mas que sinalizam aqui no U-Report seu interesse por uma vida com estudo e trabalho. A questão é o que mais interessa e como fazer essas políticas serem para os jovens? Na nossa próxima enquete vamos debater um pouco isso!

Se ficou curioso, dá uma olhada no resultado completo aqui.


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